A música que vale


Valorizar as origens é música para nossos ouvidos. E é isso que Saulo Xavier fez ao compor e interpretar uma música que engrandece o jeitinho todo especial de ser e viver no Vale do Jequitinhonha, “Vale de Amor”. Confira:

Dá pra ver no teu olhar. De onde você. Tá escrito no teu jeito. De ser e falar;

Em cada palavra. Um sentimento. De alegria ou sofrimento;

Superação e força. Misturados com vontade. De viver;

Exemplo de fé. A gente sabe o que é: Viver no Jequitinhonha;

Vale de amor, de alegria. De gente feliz e harmonia;

De fé e luta todo dia

Entretendo, o estudante de Engenharia Elétrica não para por aí. Saulo tem se esforçado muito em sua nova carreira  musical e já pode-se afirmar, que desponta como o mais novo artista talentoso do Vale do Jequitinhonha. Seu canal no Youtube já conta com mais de dez publicações, contendo músicas autorais interpretadas a voz e violão. Continuar a ler

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Seca castiga Rubim


Estiagem volta a rondar a terrinha

A água se tornou um artigo de luxo e a chuva uma turista ausente. Esta é a situação vivida pelos habitantes de Rubim, que além da água, sentem falta de ações efetivas para combater o agravamento da ausência dos recursos hídricos no município. Ano após ano, os cursos d’água se tornam cada vez mais periódicos, e sem atuação do poder público na identificação e enfrentamento, a questão se agrava e trás para a cidade problemas conhecidos dos moradores mais velhos, a seca.

A atual seca que assola Rubim advém da alteração internacional da distribuição pluviométrica causada pelo mais forte El Niño da história. Esse fenômeno, caracterizado pelo aquecimento do Pacífico, alterou diretamente a distribuição das chuvas no baixo e médio Vale no Jequitinhonha, trazendo a estiagem não apenas para Rubim, mas para diversas cidades da região que tem como característica climatológica o “veranico”, fenômeno conhecido por concentrar entre os meses de Dezembro e Fevereiro, mais de 50% de toda a precipitação esperada para o ano.

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Pontes do desrespeito


Em muitas localidades, a escassez das chuvas e o baixo nível dos reservatórios fazem com que governos e cidadãos desejem precipitações meteorológicas abundosas para evitar racionamentos. Em Itapiru, distrito de Rubim MG, a lógica é diferente para os quase dois mil habitantes, principalmente para aqueles que precisam ir à sede do município diariamente. O transtorno está sendo causado pela ausência de infraestrutura, pois as duas pontes que existiam na estrada para Rubim, estão em ruínas e os veículos têm que passar dentro dos córregos para chegar aos seus destinos.

Ao todo o distrito contabiliza quatro problemas com pontes. O primeiro episódio ocorreu há mais de seis anos na ponte que liga Itapiru à Catajás, distrito de Santo Antônio do Jacinto MG, sua reconstrução foi paliativa usando madeira e próxima ao nível do rio, inundando a estrutura quando as águas sobem e oferecendo risco aos usuários. A segunda ponte, que liga Itapiru a Rubim, não suportou o peso de um caminhão e caiu em Abril do ano passado, a estrutura era de madeira e sua queda gerou problemas para a região, além de comoção nas redes sociais. A terceira ponte, que ainda estava de pé, caiu em Março de 2015 e agravou a situação para chegar a Itapiru via Rubim. A quarta ponte fica na estrada para Igrejinha (Cristianópolis) que também está em péssimo estado, endossando a necessidade de que os gestores públicos do município não apenas se pronunciem, como ajam imediatamente para que não tenhamos nenhum acidente.

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Pra frente Rubim?


maxresdefaultA cidade de Rubim é pequena e pacata, um ótimo refúgio pra quem gosta de tranquilidade. Essa calmaria só é quebranda quando as festas típicas entram em cena. Quem nunca se reuniu em torno de uma grande fogueira de são João na antiga praça das acácias, ainda na terra batida, para soltar traques e/ou beber quentão; quem não se lembra dos homens vestidos de mulher durante o carnaval na praça, ou perambulando pela cidade; não há quem não se encante pelo cortejo do boi. Isso já faz parte da alma do município.

Entretanto, boa parte destas tradições vem sendo deixadas de lado. Não houve natal e réveillon na praça, o carnaval vai se limitar às machinhas organizadas pelos próprios foliões – diferente do ano passado, leia –  e tradições, como a do boi de janeiro, estão sempre na eminência de não desfilarem por falta de recursos. O que está acontecendo na terrinha?!

Segundo a prefeitura, o problema da cidade é a ausência de recursos, em especial com a diminuição brusca de repasses no fundo de participação dos municípios, FPM. Porém, segundo o site do Tesouro nacional – acesse aqui – em Janeiro de 2009 a cidade recebeu o montante de R$ 504.237,97 de FPM, enquanto no último mês de Janeiro o repasse foi de R$ 1.188.331,90. Então, por que Rubim continua tendo cortes em lazer, esporte e cultura? Continuar a ler

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