Rubim – Poema


Por Linna Bheatrice Rodrigues

É um canto longíquo, perdido no final de uma estrada de muitos quilômetros. É uma terra quente, de ar triste, de uma brisa inconstante. É uma praça perdida entre a imensidão vazia que a circunda. São 12 horas de viagem.
São gerações que conheceram seus muitos points da moda. É Rabo da Gata, é Péra, é Casa Rosada, é Gavião, é Estação da Cerveja, é seu Alcides, é o bar de seu Manoel, é o Trinca Ferro, é o Alvorada, é o Domingo Alegre. São sons, lágrimas, encontros, desencontros, despedidas, despedaços…
É a falta d’água, é o Forró da Água, é a água que não chega, é a enchente, é a água da Medéia.

É a politicagem, é a usurpação do público, é o público transcendendo o privado. É o dinheiro pouco e a alegria tanta, é o riso solto, é a receptividade.
É a cerveja gelada de Zé dos Queijos, é subir pra AABB à pé e parar pra descansar na Caixa D’água (que não tem água), é o “Nós é Doido”, é seu Álvaro.
É a reconstrução do passado, é a reforma do Tênis, é o calçamento de pedras que furam o pé, é o “boteco” de Dielson, é o Carnaval na praça, é a luz que apaga às 22h, é a Cavalgada, é a vontade de voltar sempre. É a Serra da Cangalha, é o coração batendo mais forte quando se avista a cidade da estrada, é a estrada em que não se passa, é o asfalto.
São as brincadeiras de rua, é rouba bandeira, garrafão, briga de animal, “ping” latinha, esconder. É o Boi de Janeiro, é a Lobinha de Ouro, é a Maria Manteiga. É guerra de momona, é entrar no rio sem medo de pegar verme. É o São João na praça das Acácias, é a ladeira do sobe e desce, é o picolé de Edvaldo, é Xixico, é a Calçada da Fama.
É o Perta-guela, é a rua da Barroca, é o Carrapato, é o Cavaco, é o Mercado, é a rua São Geraldo. São os amigos de uma vida inteira e os inimigos exporádicos, são todas as lembranças trançadas no passado e no futuro. É tanta história, é tanto passado, é o medo que não haja mais conserto, é um imã, um açúcar, uma União, um rubi. Talvez não pareça real, talvez seja apenas o vilarejo de todos os nossos sonhos, àqueles vividos e àqueles que nem ousaram se tornar realidade.

Fonte: Blog Outras Mesmas Ideias

Categories: Cidade, Cultura, História, Informações, made in rubim, poema, Rubim MG, vale do jequitinhonha | Tags: , , , | 2 comentários

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2 thoughts on “Rubim – Poema

  1. Nossa, adorei o post!
    Estou interessado em saber mais, logo me tornarei um leitor assíduo.
    Também gostaria de que você visitasse e seguisse o meu blog, para que eu pudesse lhe seguir de volta! http://taimelaine.wordpress.com/
    Bom trabalho!

  2. Vanderlei

    Lindo o Poema da Linna. Resumiu muito bem uns aspectos marcantes de Rubim.

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