vale do jequitinhonha

Seca castiga Rubim


Estiagem volta a rondar a terrinha

A água se tornou um artigo de luxo e a chuva uma turista ausente. Esta é a situação vivida pelos habitantes de Rubim, que além da água, sentem falta de ações efetivas para combater o agravamento da ausência dos recursos hídricos no município. Ano após ano, os cursos d’água se tornam cada vez mais periódicos, e sem atuação do poder público na identificação e enfrentamento, a questão se agrava e trás para a cidade problemas conhecidos dos moradores mais velhos, a seca.

A atual seca que assola Rubim advém da alteração internacional da distribuição pluviométrica causada pelo mais forte El Niño da história. Esse fenômeno, caracterizado pelo aquecimento do Pacífico, alterou diretamente a distribuição das chuvas no baixo e médio Vale no Jequitinhonha, trazendo a estiagem não apenas para Rubim, mas para diversas cidades da região que tem como característica climatológica o “veranico”, fenômeno conhecido por concentrar entre os meses de Dezembro e Fevereiro, mais de 50% de toda a precipitação esperada para o ano.

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Pra frente Rubim?


maxresdefaultA cidade de Rubim é pequena e pacata, um ótimo refúgio pra quem gosta de tranquilidade. Essa calmaria só é quebranda quando as festas típicas entram em cena. Quem nunca se reuniu em torno de uma grande fogueira de são João na antiga praça das acácias, ainda na terra batida, para soltar traques e/ou beber quentão; quem não se lembra dos homens vestidos de mulher durante o carnaval na praça, ou perambulando pela cidade; não há quem não se encante pelo cortejo do boi. Isso já faz parte da alma do município.

Entretanto, boa parte destas tradições vem sendo deixadas de lado. Não houve natal e réveillon na praça, o carnaval vai se limitar às machinhas organizadas pelos próprios foliões – diferente do ano passado, leia –  e tradições, como a do boi de janeiro, estão sempre na eminência de não desfilarem por falta de recursos. O que está acontecendo na terrinha?!

Segundo a prefeitura, o problema da cidade é a ausência de recursos, em especial com a diminuição brusca de repasses no fundo de participação dos municípios, FPM. Porém, segundo o site do Tesouro nacional – acesse aqui – em Janeiro de 2009 a cidade recebeu o montante de R$ 504.237,97 de FPM, enquanto no último mês de Janeiro o repasse foi de R$ 1.188.331,90. Então, por que Rubim continua tendo cortes em lazer, esporte e cultura? Continuar a ler

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Realidade do Hospital de Rubim


O Brasil vive um momento único em sua história, o povo está nas ruas levantado a bandeira da saúde, educação, segurança pública e condenando, como nunca, a corrupção que assola todas os motivos anteriores. Para se ter um panorama motivacional desses ato, não é preciso ir longe, ou em uma cidade grande. Rubim, cidade do vale do Jequitinhonha com pouco menos de 10 mil habitantes, agoniza em meio a sua saúde sucateada e escolas municipais superlotadas. Não é novidade para ninguém que o hospital de Rubim está a ponto de ser fechado. O orçamento da instituição filantrópica, que é mantido pelo repasse de verbas federais, não sofre um reajuste a mais de 16 anos, diferente de sua realidade e inflação, pioram a cada dia. O centro médico conta com apenas um médico, quadro de pessoal reduzido e todo mês tem que correr atrás de receitas suplementares para cobrir gastos básicos como energia elétrica, água e exames feitos pela própria população.

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Produzido por Kawan Dutra e Saulo Xavier

Conheça um pouco mais sobre a cidade de Rubim MG, CLIQUE AQUI Película

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DICIONÁRIO DO DIALETO RURAL NO VALE DO JEQUITINHONHA


Divera, esses meninos só ficam brigando com os zanzotos.”

 

“Vai banhar cedo porque essa noite vamos ter que ribuçar.”

 

“Esses meninos vivem de cunlundrio na rodagem.”

 

livro

As frases acima são compostas de expressões comuns na cultura de Rubim e região. Estigmatizado como uma região de extrema pobreza e esquecido pelo poder público, a cultura do Vale do Jequitinhonha vem se sobressaindo aos paradigmas e se mostrando muito rica a estudiosos da comunicação Social. No mês passado a professora Caroline Antunes lançou o DICIONÁRIO DO DIALETO RURAL NO VALE DO JEQUITINHONHA na UFMG, em Belo Horizonte.

A obra é resultado de estudo do vocabulário da língua falada na zona rural de municípios do Vale do Jequitinhonha, desenvolvido a partir da coleta de dados feita no período entre 1980 e 2000, sob a coordenação de Carolina Antunes, professora aposentada da Fale. Alguns verbetes foram recolhidos em conversas com a população rural, em mercados e feiras; outros, extraídos de estudos sobre o Vale. Na tentativa de equilibrar a presença de todas as regiões do Jequitinhonha, foram necessários mais de dez anos para chegar ao produto final. De acordo com Carolina Antunes, a pesquisa considerou também dicionários da língua portuguesa, um conjunto de glossários de outras regiões do país, além de pesquisas afins.

Com mais de mil verbetes, o dicionário não se limita a dar o significado da palavra; ele contempla também todas as informações importantes à compreensão de cada verbete: traz o léxico, apresenta em negrito a forma como é pronunciada no Vale do Jequitinhonha, informa se está ou não dicionarizado, se é datado e se há informação quanto à etimologia. Continuar a ler

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